Entrevista + Video: Glamour – Belinda, a mulher que tem tudo

Publicado em 02/10/12 • Por Rayane • Categorias: Backstages, Entrevistas, Videos

Entrevista + Video: Glamour - Belinda, a mulher que tem tudo

Há mulheres que tem tudo: físico, fortuna e, para acabar com o quadro, talento. A Belinda tem essa soma. A cantora, compositora e atriz, que já deu muito o que falar com seus romances e material de sobre para cantar. Sua cara de anjo nem sempre vai com esse espirito rebelde que a faz única e irrepetível. Amante da moda, criadora de seu próprio estilo e sem medo de controvérsias quando se veste ou escreve canções, ela confessa ter arruinado relações e utilizar sua música para exorcizar a tristeza. Seu cachorrinho Gizmo é testemunha e se converteu em seu companheiro favorito.

Glamour: Você é atriz, compositora e cantora, mas o que a Belinda realmente é?

Belinda: Agora estou muito focada na música. Eu sempre gostei mais da música, eu adoro o processo de composição. Estou compondo para outros artistas; para esse CD fiz 40 músicas.

No tempo que passa enquanto você escreve a música e finalmente ela é lançada, você não fica entediada ao ouvi-la ou cantá-la?

Depende muito; tem músicas que eu escrevi há seis anos ou oito meses e digo: “Não, agora já não me sinto nesse momento da minha vida”. Mas tem outras que podem passar dois ou três anos e continuo experimentando o mesmo sentimento.

Esse foi o caso da música “Como Si Fuéramos Novios” de Catarsis?

Essa é uma canção muito especial e eu a compus em um momento muito bonito. Eu estava em Miami e, de repente, eu voltei a me encontrar com uma pessoa, estávamos em um restaurante jantando e foi tipo: “Ai, imagine voltar no tempo, à uma noite como se fossemos namorados”. Aí eu comecei a escrever. Já nem dei atenção durante todo o jantar pensando na músia.

Por que você escreveu a música “En el amor hay que perdonar”?

Eu cometi muitos erros porque sou um ser humano, não sou perfeita e que lindo quando uma pessoa saiba reconhecer seus erros. Não há nada mais bonito que quando alguém entende seus erros e aprenda a pedir perdão. Eu era uma pessoa muito orgulhosa, e antes de escrever essa música, eu custava muito a pedir perdão e perdoar. Eu ficava brava com a minha família, podia não falar com eles e não havia nada que me fizesse mudar de ideia; mesmo que eu tivesse a culpa, não me importava. Escrevi essa canção e me dei conta como é importante pedir perdão e aprender a perdoar. Inclusive a você mesmo, os erros que você comete, se você não se perdoa, você cresce com muito rancor e enormes inseguranças. Esta música foi uma grande terapia e um grande aprendizado; me sinto muito contente por ter escrito, de ter pedido perdão à pessoa que eu machuquei tanto, que eu tanto amava. Então, se me perdoarem ou não, já não ficará mais em mim…

Na verdade, o Giovani dos Santos te respondeu no Twitter, não?

Sim, ele sabe que a música é para ele.

Você acha que ele estava pronto para perdoar tudo o que você fez?

Eu espero que sim.

Você acha que os seus fãs te entendem?

Eu tenho uma relação muito próxima com os meus fãs, de muita comunicação, sempre tento ser o mais honesta possível, falo muito com eles, porque quando você escreve sua música, você está exposta a que sintam o que você quer expressar, como a canção “Como Si Fueramos Novios”, que é forte, com uma letra muito sentida, honesta, no tom do que eu sentia no momento. Então isso é o mais importante, ser o mais genuína possível com o público que tanto me segue.

Como você definiria o disco Catarsis?

É um disco muito mais sensual em todos os sentidos, com um som diferente, mais urbano; dá vonta de escutá-lo na praia, com a pessoa que você ama e dedicar-lhes as canções, pois você se identifica com elas facilmente. Também tem letras para estar em uma noite de reflexão, de chuva e frio, como “Litost”, que é muito melancólica.

O que você pode me dizer sobre você que seus fãs não conheçam?

Muitas vezes sou introvertida e meio calada. Posso ser muito nervosa, super ansiosa, porque quero que tudo saia bem, e isso me estressa demais. Também sou muito brincalhona, mas o meu humor não é negro, faço brincadeiras leves, nunca ofensivas. Ah! Eu adoro dormir. Posso dormir 14 ou 16 horas sem perceber e começar de novo. Nos meus sonhos eu sempre me encontro.

Todos os seus fãs sabem que você gosta de moda e também de brincar com ela…

Desde sempre a moda foi uma parte muito importante na minha vida; até antes de eu ser cantora, sempre via filmes e eu notava como as atrizes se vestiam. Eu adorava Audrey Hepburn, Betty Davis, essas divas antigas, sempre me chamavam muito a atenção e também as rockeiras, como Janis Joplin e Courney Love. Sempre prestei atenção na moda e na parte cultural, então eu a adaptei, sem medo da opinião pública. Isso é o mais importante. Porque a moda tem muitos preconceitos e as pessoas tendem a seguí-las, e dizem que as unhas tem que ser quadradas ou curvas, por exemplo. Então, eu penso: vamos romper com isso, e eu decido usá-las pontudas, mesmo que ninguém mais o faça. Eu gosto de ignorar os estereótpos e seguir meu próprio caminho.

E para alguém que quer criar seu próprio estilo, o que você recomenda?

Que não fiquem com medo de se arriscar, que façam sua própria moda. Todos tem no cérebro um mundo único. E algo importante é que não sejam ovelhinhas, porque a maioria das mulheres na sociedade que vivemos tendem a ser ovelhas. Uma leva uma coisa e as outras querem igual. Eu acho que tem que inovar e fazer as coisas diferentes. Isso é o que minha mãe sempre me dizia quando eu queria ser uma ovelhinha: “Seja a líder e que as pessoas te sigam”.

Se você quer saber mais sobre essa entrevista e se deleitar com as fotos do photoshoot, não perca nossa edição de outubro.


Fonte: Glamour.mx
Tradução & Adaptação: BelindaBrasil.com





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